sexta-feira, 27 de abril de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
O tráfico e o jornalismo
Não sei por que o jornalismo se encarrega de cobrir guerra entre traficantes e policiais, além, obviamente, do olho gordo em cima do ibope. Talvez algum interesse em divulgar quase que como matéria institucional as ações do governo ligadas à “segurança”, será? O tráfico de drogas no Brasil existe desde que me conheço por gente. E durante minha vida só o vejo crescer e novas drogas pesadas aparecerem, como o crack e o oxy, para piorar ainda mais a saúde pública e a vida de famílias que são destruídas.
A morte do cinegrafista, no Rio de Janeiro, deve servir de ponto de partida para avaliar o quanto vale a pena colocar jornalistas na linha de fogo de traficantes e polícias, no intuito de divulgar notícias que não fazem diferença nenhuma na vida cotidiana da população. Ficar gravando a guerra com o tráfico, só serve para “encher linguiça” e colocar em risco a vida de jornalistas, que não optaram em andar armados, mas que se colocam ali pela necessidade de trabalhar e levar sustento para casa. É muito triste saber que mesmo com a morte desse jornalista, ainda hoje terão outros arriscando as vidas para trazer ibope para o jornalismo, em cima de uma pauta esdrúxula como o tráfico de drogas. Sinto pelos amigos e familiares o ocorrido. Desejo aos outros que se colocam na situação para garantir o trabalho, boa sorte. Também desejo que os cartolas da comunicação reavaliem a necessidade de colocar a vida de jornalistas em risco em um assunto idiota, e que não traz nenhum benefício. Informação sem conteúdo, sem começo nem fim. Se um dia a polícia fechar a última boca de drogas, daí deveria se pensar se vale à pena arriscar a vida de jornalistas. Lembrem que ninguém faz faculdade ou estuda para ser cinegrafista para ficar na mira de pessoas que gostam de trocar tiros. Pensem nisso! Não há necessidade dessa apelação. Há muitas outras coisas para se colocar no ar do que isso, e que trariam informações com melhor conteúdo. Enfim, fica aqui minha indignação a esse beco sem saída que alguns colegas de profissão são colocados quase que diariamente.
sábado, 17 de setembro de 2011
Atitude contra mão
Durante a Virada Esportiva, enquanto dezenas de skatistas se divertiam no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, outras dezenas de praticantes do segundo esporte mais praticado no país, inclusive eu, éramos proibidos de andar em nossas pranchas sobre rodas, no Parque do Povo, na região do Brooklin. O artigo 26 do regulamento interno do parque proibe também a pratica do patins e do patinete para quem tiver mais de 10 anos de idade. Então, se seu filho for praticar algum desses esportes você não poderá acompanha-lo, só se for correndo atrás.
A iniciativa de colocar literalmente em pratica a proibição veio por ordem da nova administradora do parque, Fernanda Ferreira, que teve que dar explicações a dezenas de skatistas e pais que acompanhavam seus filhos. A maioria das pessoas presentes moram na região, e até então, sempre praticaram os esportes, que hoje, descobriram ser proibido. “O que pode ser feito é vocês apresentarem uma proposta para que seja encaminhada a Secretária do Verde e do Meio Ambiente, para que mudem esse regulamento”, explicou a administradora Fernanda Ferreira.
Quanto ao patins e ao patinete não posso falar muito, mas o skate, que teve sua pratica iniciada na década de oitenta, têm muitos praticantes bem acima dos 10 anos de idade, e eles não querem se deslocar para longe para praticar o esporte, muitos junto com os filhos, quando se tem um parque inteiro para andar de skate perto de casa. Além disso, o parque tem espaço para todas as modalidades esportivas. Basta oraganização e não proibição. Esse regulamento foi muito mal elaborado. Com certeza quem pensou nele não sabe absolutamente nada da pratica, principalmente do skate. Enfim, isso vai dar pano pra manga e com certeza terá que ser revisto.
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